
“Poesia reunida 1937- 2004″
Consegui comprar esse livro em Portugal, na Espanha nao existe pra vender. Fiquei feliz de conseguir essa coletânea!
Eu acho esse cara o mais genial da literatura brasileira, de todos os tempos, em se tratando de poesia. É uma poesia, que de tao boa, me emociona, me faz chorar. Tem tantas e tao lindas, que abri o livro ao acaso e saiu essa:
“Me acabei como aqueles des- heróis de Callais
que Rodin esculpiu: nus de orgulhos e
de suas esperanças. Só de camisoloes e de
cordas no pescoço. Pesados de silêncio e da
tarefa de morrer.
(Morrer é uma coisa indestrutível)”
Manoel de Barros



Este Manoel personifica, para mim, a leveza em sua mais completa tradução – e não só porque ele seja de natureza afável, sempre rindo (passarinho a vida toda na vida da gente faz isso com a gente: ficar ao avesso do grosso da Humanidade, ou seja, bom, ou quase bom, até porque, como diz a velha canção do velho Gil “a perfeição é uma merda, que joga na seleção…”).
Já estive com ele, e algo que tenho aqui comigo, dentro de mim, são as doces risadas lá num dos salões de um dos mais tradicionais colégios de BH, na região do bairro Santo Antônio, Avenida do Contorno, onde ele falou um pouco, gentilmente acompanhado da atriz Cássia Kiss, grande amiga e admiradora absoluta da poesia deste Manoel, fazendeiro em Corumbá, advogado, mas é mais mesmo é malandro igual a passarim: vai pra onde tem assobios. Autógrafo dele eu tenho aqui (Livro de Pré-Coisas), e não o troco por mina de ouro nenhuma.
Hoje, aos 92 anos, continua por aí, nalguma aroeira ou peroba, ou pé de angico, sabe-se lá onde…
Aproveite, Fernanda, e visite a Fundação Manoel de Barros: AQUI: http://www.fmb.org.br/
Um abraço. Parei aqui nesta Página, para beber água.
Darlan
Amigo, eu já visitei o site, obrigada pelo link!
Manoel é maravilhoso (vc nao menos!)
Como consegue tempo?
Descobri o caminho da mina por acaso, lá no perfil.
Manoel de Barros – Hoje meu poeta preferido, escrevendo poesia com arroz e feijão, virados do avesso.
Bjo querida.